Wishlist literária

Me julguem, mas sou do tipo que prefere ver o filme e depois ler o livro de onde a história saiu. Talvez não seja nem uma preferência, mas na maioria das vezes não me importo de seguir a ordem “livro depois filme” e geralmente assisto os filmes primeiro. Se ambos, o livro e o filme, forem muito bons, um não vai tirar o brilho do outro. Os livros dessa wishlist seguem essa ideia: foram adaptados para o cinema e foram histórias que me marcaram muito. Como estão no papel faz um tempo, espero comprar todos eles ainda este ano (torçam por mim!). E claro, assim que eu comprar e ler, vou fazer resenhas da obra e adaptações.

 

Imagem vics temumblog (Divulgação)
Imagem: vics temumblog (Divulgação)
  • ‘Não Me Abandone Jamais’ (2005) – Kazuo Ishiguro

‘Never Let Me Go’ no original, segue as memórias de Kathy H., 31 anos, que está prestes a encerrar suas atividades como cuidadora em um hospital. Durante o livro, ela relembra sua infância no orfanato Hailsham e sua amizade com Tommy e Ruth. Apesar de toda cautela que os cuidadores têm com as crianças e com o espaço de convivência delas, o orfanato esconde um segredo terrível que irá mudar o destino das crianças Hailsham.

Assisti a adaptação para o cinema alguns anos atrás e fiquei completamente maravilhada. ‘Não Me Abandone Jamais’ não só acompanha a vida de seus personagens como também discute ficção científica e a existência humana. O filme (2010) foi uma fonte extremamente rica para que eu pensasse sobre esses assuntos e estou contando que o livro seja ainda melhor.

Imagem Revista Polen (Divulgação)
Imagem: Revista Pólen (Divulgação)
  • ‘Reparação’ (2001) – Ian McEwan

O livro se passa na Inglaterra dos anos 1930. A adolescente Briony Tallis, de imaginação bastante fértil, tem o desejo de se tornar escritora. Mas na tarde em que a história começa, ela vê uma cena que a atormentará por muito tempo: sua irmã mais velha, sob o olhar de um amigo de infância que trabalha na casa em que elas moram, tira o vestido e mergulha apenas de roupas íntimas na fonte do quintal. A partir desse episódio e de uma sucessão de mal entendidos, Briony constrói uma história fantasiosa sobre uma cena que presencia e assim, causa efeitos devastadores na vida de toda a família.

O filme ‘Desejo e Reparação’ (2007) faz parte da trilogia que reúne o diretor Joe Wright e a atriz Keira Knightley (‘Orgulho e Preconceito’ (2005) e ‘Anna Karenina'(2012)). Uma história forte e que atormenta por horas depois que a sessão termina. É um dos mais guardados da minha lista. Mais um drama psicológico, do jeito que eu amo.

  • ‘Educação – O Roteiro’ (2009) e ‘Alta Fidelidade’ (1998) – Nick Hornby

Eu sou a louca dos roteiros. É a minha parte preferida dos filmes (roteiros são sempre 50% de um bom filme), eles têm o poder de me fascinar ao extremo. Quem me conhece deve ter me ouvido falar algumas vezes sobre o filme ‘Educação’ (2009), da diretora Lone Scherfig. Não faço mistério de que é um dos meus preferidos e isso se deve principalmente ao roteiro assinado por Nick Hornby. Virei um grande fã dele depois de ‘Educação’ e é por isso que o roteiro do filme está na wishlist. Na história passada nos anos 1960, Jenny é uma adolescente de 16 anos que está insatisfeita com o rumo comum que sua vida irá tomar. Quando conhece David, um interessante homem mais velho, sua vida parece finalmente seguir na direção que gostaria que tomasse. Mas a partir daí ela começa a ter que tomar decisões e amadurecer antes do que era previsto.

Aproveitei para me iniciar de verdade na escrita do Nick Hornby e inclui também seu sucesso ‘Alta Fidelidade’, dessa vez um livro, que foi adaptado para o cinema em 2000 pelo diretor Stephen Frears, com John Cusack no papel principal. No livro, Rob Gordon é dono de uma loja de vinis falida e uma enciclopédia ambulante de música pop. Sua agora ex namorada acabou de largá-lo por outro e coloca Rob em uma terrível crise. Assim, ele começa a fazer um “Top 5 piores ‘foras’ da sua vida” para tentar entender por quê não consegue se relacionar com ninguém por muito tempo.

Imagem Capitu vem para o jantar (Divulgação)
Imagem: Capitu vem para o jantar
  • ‘Foi Apenas Um Sonho (Rua da Revolução)’ (1961) – Richard Yates

Retratando a vida nos subúrbios americanos, Richard Yates conta a história de Frank e April Wheeler, um jovem casal que acredita viver a vida com ideais superiores àqueles dos vizinhos do bairro para onde se mudaram. Eles acreditam que nunca vão cair na armadilha da vida social do subúrbio. Mas, à medida que os anos vão passando, eles mergulham num mundo de intrigas e frustrações e só uma grande guinada pode salvar suas vidas.

A direção foi do Sam Mendes que se especializou em tramas suburbanas depois do excepcional ‘Beleza Americana’ (1999). É só uma pena que esse último não seja adaptado de um livro, porque eu amaria ler, então todo o crédito do texto de ‘American Beauty’ vai para o roteiro original de Alan Ball. ‘Foi Apenas Um Sonho’ (2008), como os primeiros da lista, é um drama que choca, faz refletir e ainda deixa um gosto amargo na boca.

Imagem Guia da Semana (Divulgação)
Imagem: Guia da Semana (Divulgação)
  • ‘O Leitor’ (1995) – Bernhard Schlink

Michael tem apenas 15 anos quando conhece e se envolve com Hanna, uma mulher 21 anos mais velha. O relacionamento é marcado por pequenos gestos e rituais: Michael sempre lê clássicos de Tolstói, Dickens e Goethe para ela nos encontros, já que Hanna não sabe ler. Depois de alguns meses, ela desaparece. Sete anos depois, enquanto estuda direito, Michael é convidado a tomar parte em um julgamento contra criminosos do regime nazista. Ele descobre que uma das acusadas é sua antiga amante, o que o divide entre a culpa e a piedade.

Kate Winslet na lista de novo! O filme ‘O Leitor’ (2008), de Stephen Daldry, foi a razão pela qual ela ganhou seu primeiro Oscar de Melhor Atriz. Um excelente filme: com um enredo forte, bem construído e que leva o espectador a um misto de emoções. Espero que o livro faça o mesmo.

Crystal Ribeiro

‘Agnus Dei’ (2016)

321994

No mês passado uma adolescente de 16 anos foi estuprada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro. No filme ‘Agnus Dei’, soldados soviéticos estupram freiras em uma invasão a um convento na Polônia. Sete delas ficam grávidas e várias outras contraem doenças venéreas e traumas fortes. São duas histórias reais: uma muito recente, a outra, acontecida há mais de 70 anos. Infelizmente, parece que as coisas não mudaram muito, a alma humana continua cheia de mistérios e cada vez mais degradante. Em ‘Agnus Dei’ (2016) a diretora francesa Anne Fontaine retrata a difícil repercussão dos acontecimentos com as freiras do convento. O que acontece com a fé dessas mulheres? Porque Deus haveria de fazer com que elas passassem por esta situação? Haveria ainda algo em que acreditar?

Essas questões fazem parte da base de ‘Agnus Dei’ (cordeiro de Deus, no latim), em francês ‘Les Innocents’. O filme se passa na Polônia em 1945. Mathilde Beaulieu é uma jovem médica trabalhando como estagiária pela Cruz Vermelha para tratar os sobreviventes franceses da Segunda Guerra. Certo dia, uma freira polonesa chega ao hospital implorando pela ajuda de Mathilde. Depois de muita insistência, ela vai ao convento e se propõe a ajudar quando descobre o estado avançado de gravidez de várias freiras. A partir daí, o longa acompanha Mathilde nos partos das Irmãs e mostra como a convivência com elas vai mudar suas crenças a respeito da fé e dos seres humanos.

16166438

‘Agnus Dei’ não é um filme que se destaca por suas originalidades técnicas, apesar de ter uma direção muito segura. A câmera e os planos são bastante convencionais, estáticos e simples. O roteiro também não tem artifícios muito originais ou surpreendentes. Na verdade, o filme demora um pouco a engatar, e por todos esses fatores o começo soa meio frio e impessoal. Parece que o público só consegue sentir a história de verdade meia hora depois, a partir do momento em que Mathilde realmente se emociona com a situação das freiras e sente na pele o que elas sentiram. Ao meu ver, é aí que ‘Agnus Dei’ mostra a que veio: Mathilde é os olhos do público e o tema do filme só se torna pessoal quando acaba mexendo diretamente com ela.

Quem interpreta Mathilde é Lou de Laâge (reconheci ela de quando assistia a série ‘Os Pequenos Crimes de Agatha Christie’, na Tv Brasil). Sua personagem é bem durona, uma médica que gosta de crer apenas na ciência. No começo, entender o pensamentos e as reações das freiras diante da gravidez é difícil para ela. A maioria das freiras era virgem antes da invasão dos soldados e muitas se desesperaram por achar que vão para o inferno por terem sido desvirtuadas. Assim, as primeiras consultas médicas são marcadas pelo choro e medo das pacientes.

agnus-05

O ponto de vista das freiras é representado pela Irmã Maria (Agata Buzek), uma jovem veterana do convento que foi encarregada pela Madre Superiora (Agata Kulesza) a acompanhar o trabalho de Mathilde. Maria é quem responde aos questionamentos da médica e “prega” a filosofia das freiras a ela. As duas se tornam muito amigas e os momentos em que estão juntas em cena são os mais ricos do filme. Já a Madre Superiora é uma mulher que quer fazer de tudo para proteger o segredo do convento e inicialmente vê com maus olhos a presença de Mathilde. Suas intenções são as melhores, mas é difícil para ela saber lidar da melhor forma com a situação.

‘Agnus Dei’ chega aos cinemas brasileiros em boa hora, para dar sustento e abrir ainda mais discussões a respeito do feminismo e da violência contra a mulher. Ele em si fala do tema de um modo menos convencional, mostrando freiras no olho deste furacão, como não é comum se ver por aí. O fato de ser uma história real também pesa, mas ele brilha sobretudo quando mostra o conflito da fé destas mulheres, que apesar de tudo, não deixam de lado aquilo em que acreditam. Não é um filme fácil, certos momentos são bastante difíceis de se assistir, mas junto com Mathilde, vamos conhecendo e cada vez mais admirando a força dessas mulheres.

agnus-dei-sundance-2016

Colocadas nesta situação, elas são antes de tudo mulheres, que têm medo e têm direito a isso. Mesmo assim, se tornam verdadeiras forças da natureza, seres realmente admiráveis por manterem sua fé no mais alto grau. “Como você reagiria no lugar delas?”, o filme pergunta, e esta questão fica pairando na mente do público por todos os seus 120 minutos. É uma questão complicada, mas extremamente relevante. No fim das contas, ‘Agnus Dei’ brilha mesmo por nos fazer essa pergunta e nos desafiar a responde-la, não deixando que esse tema tão forte e tão complicado se perca no tempo.

Crystal Ribeiro

  • Filme assistido durante o Festival Varilux de Cinema Francês 2016

Agnus Dei (Les Innocents)
Ano: 2016
Direção: Anne Fontaine
Roteiro: Anne Fontaine, Pascal Bonizter
Elenco: Lou de Laâge, Agata Buzek, Agata Kulesza, Vicent Macaigne, Joanna Kulig
Nota: 4 estrelinhas

 

5 filmes (perfeitos) para uma matinê

Assistir filmes maravilhosos, para mim, já é a maior alegria do mundo. Mas acordar cedinho, preparar um café e alguma comida gostosa e sentar no sofá ainda de pijama para assistir um filme sentindo a luz do sol se infiltrar aos poucos pela janela é uma sensação que supera os limites da alegria. Apesar de matinê ser o nome das sessões de cinema que você assiste até as 17h45, esse é meu ideal de matinê: filme bem de manhãzinha. Para este post, vamos definir matinê desse jeito.

É certo que nem todo filme combina com uma matinê. Não é regra, mas geralmente eles são mais leves e ensolarados. Nem é todo mundo que gosta de assistir filmes pela manhã ou até acordar cedo para curtir esse pedacinho gostoso do tempo. Mas se algum dia você quiser dar uma chance para uma boa e autêntica matinê, se lembre desses títulos que eu vou indicar agora. Selecionei aqui cinco dos meus filmes preferidos para assistir nesse horário. Eles combinam perfeitamente com esse clima bom de “acabei de acordar, mas não acordei ainda totalmente”. Só filmes maravilhosos, eu garanto.

zqQ0g8q8HwSZcM5fYxBVIP5sk3R

  • ‘Gilbert Grape: Aprendiz de Sonhador’ (1993), de Lasse Hallström

‘Gilbert Grape’ é um clássico das matinês aqui em casa. E não é só porque tem o Johnny Depp E o Leonardo DiCaprio, mas porque a história é encantadora e muito tocante. No filme, Gilbert (Johnny Depp) é morador de Endora, uma cidadezinha meio esquecida do mapa. Uma vez por ano, ele e o irmão Arnie (Leonardo DiCaprio) vão para a beira da estrada ver os trailers que apenas passam pela cidade e nunca estacionam por ali. Desde a morte do pai quando era criança, Gilbert assumiu toda a responsabilidade da família para si e é pouco acostumado a ter momentos somente para ele. Seu irmão é deficiente mental e sua mãe se tornou super obesa por ter se trancado em casa depois da morte do marido.

É nesse momento que Gilbert conhece Becky (Juliette Lewis), uma forasteira que só parou em Endora porque o motor do trailer da sua avó havia quebrado. Ela vai tirar Gilbert da rotina e ajudá-lo a dar o primeiro passo em direção à uma vida em que ele mesmo seja o protagonista. A direção é do Lasse Hallström, que você já deve ter visto dirigindo muitos filmes melosos por aí (‘Sempre ao Seu Lado’; ‘Querido John’; ‘Um Porto Seguro’). Felizmente, ‘Gilbert Grape’ não é tão meloso desse jeito, por isso que é meu filme preferido do diretor. Essa também foi a primeira indicação do DiCaprio ao Oscar, por Melhor Ator Coadjuvante.

miss-sunshine-670

  • ‘Pequena Miss Sunshine’ (2006), de Jonathan Dayton e Valerie Faris

Sem dúvidas, ‘Pequena Miss Sunshine’ é o filme mais maravilhoso da lista. Se você ainda não assistiu então já é hora de tirar o atraso. A miss do título é Olive (Abgail Breslin), 8 anos, que depois da desistência de uma concorrente, é chamada para participar do Pequena Miss Sunshine, um concurso de beleza mirim. Como não podiam pagar por passagens aéreas, a solução da família foi levá-la de Kombi (essa amarela aí da foto) até a Califórnia para participar do concurso. O filme é todo centrado na convivência dessa família desajustada: uma mãe sobrecarregada (Toni Collete); um pai obcecado com seu programa de auto-ajuda, mas que não o ajuda de jeito nenhum (Greg Kinnear); um avô viciado em cocaína (Alan Arkin); um tio gay e depressivo que acaba de tentar cometer suicídio (Steve Carell); e um filho adolescente que fez voto de silêncio para convencer os pais a entrar na academia da Força Aérea (Paul Dano).

‘Pequena Miss Sunshine’ é extremamente divertido, bem escrito e dirigido. Os atores são excelentes e não nos deixam desgrudar os olhos da tela. A trilha sonora é um bônus: as músicas vem de álbuns maravilhosos da banda DeVotchka. Não dá para se arrepender.

medianeras2

  • Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual (2011), de Gustavo Taretto

Medianera é o nome dado às paredes que não possuem janelas dos edifícios. Essas paredes geralmente são laterais e ficam viradas para outros prédios justamente para que as janelas (se houvessem janelas) não se encontrassem. Muitas vezes as pessoas tentam abrir janelas nessas paredes para trazer mais luminosidade para o apartamento, mas na Argentina (onde o filme se passa) é proibido por lei fazer isso. Em ‘Medianeras’, Martín e Mariana moram no mesmo quarteirão. Ele é web designer e tem seu apartamento como refúgio onde se recupera da sua fobia. Mariana acabou de sair de um longo relacionamento e passa os dias isolada em seu apartamento. Pessoas muito parecidas e às voltas com seus problemas pessoais, que moram a poucos metros de distância e nunca se viram. Como proceder?

‘Medianeras’ é um romance argentino que coloca em xeque temas extremamente atuais como vida moderna, cidades grandes, relacionamentos pela internet, isolamento e vários outros. O roteiro é muito bem amarrado e nos leva junto com a história. É impossível não se apaixonar pelos personagens e até pela forma como a música ‘Ain’t No Mountain High Enough’ do Marvin Gayle se encaixou tão perfeitamente bem no filme. Super recomendo!

vlcsnap-2012-06-10-23h10m53s165

  • ‘O Palhaço’ (2011), de Selton Mello

Tinha que ter um filme brasileiro na lista. Dos muitos que eu amo, selecionei ‘O Palhaço’ para ter a bola da vez. Para quem não sabe, Selton Mello dirige, escreve e atua no longa, que se passa nos anos 70 e conta a história do palhaço Benjamin (Selton Mello) que administra um circo mambembe com o pai (Paulo José). Juntos eles são Pangaré e Puro Sangue e junto com os outros artistas do circo vivem o dia a dia de ir de cidade em cidade, armando a lona, vendendo ingressos e puxando o saco do prefeito. Mas Benjamin não está satisfeito com essa vida cigana e o tempo todo se questiona sobre o que quer fazer de verdade.

A fotografia de ‘O Palhaço’ é uma delícia de se assistir e lembra os filmes do Spike Jonze (‘Onde Vivem os Monstros’; ‘Ela’). O roteiro é muito bem feito, Selton e Marcelo Vindicatto conseguem fazer as metáforas da vida do Benjamin se tornarem divertidas e próximas do público, fazendo do longa um exemplo de filme lúdico e muito encantador. ‘O Palhaço’ foi o filme brasileiro escolhido para concorrer ao Oscar 2012, mas infelizmente não ficou entre os 5 selecionados. Apesar disso, ainda é um dos melhores filmes nacionais dos últimos tempos.

18536517_20130905211837148

  • ‘A Lula e a Baleia’ (2005), de Noah Baumbach

Dirigido por Noah Baumbach e produzido por Wes Anderson, ‘A Lula e a Baleia’ é um filme que eu acho ao mesmo tempo igual e diferente de tudo o que eu já vi. Ele se passa em 1986, no Brooklyn. Bernard (Jeff Daniels) e Joan (Laura Linney) são casados, mas desistiram desse casamento há algum tempo. Ele já foi um romancista de grande sucesso no passado, mas recentemente Joan está começando a ofuscar o seu sucesso na área. Eles tem dois filhos, Walt (Jesse Eisenberg) e Frank (Owen Kline), que serão afetados de modos diferentes pela separação dos pais. Se para Walt a experiência vai servir mais como amadurecimento, para Frank será o primeiro passo para uma transição difícil pela qual ele vai ter que passar.

O trunfo de ‘A Lula e a Baleia’ é ser atemporal: histórias de separação, amadurecimento e aprendizado vão existir para sempre. O filme é divertido, real e muitas vezes duro, ele não poupa o espectador das situações que os personagens precisam enfrentar e faz isso com maestria. Uma curiosidade aleatória é que o filme serviu de inspiração para o nome da banda Noah and The Whale, que trocou o primeiro nome do título (squid = lula) pelo primeiro nome do diretor do filme.

Crystal Ribeiro