Eu e o meu bullet journal

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Não foi nada planejado, eu estava apenas procurando uma nova agenda/planner/alguma coisa que o sirva e terminei dando de cara com esses caderninhos fofíssimos de pauta lá no Atacado dos Presentes (muito conhecido aqui entre os habitantes da cidade Recife). Depois de muito analisar minhas opções, acabei por comprar essas duas fofuras para servir como minhas novas agendas de 2017, uma para cada semestre. Desde o ano passado, ter uma agenda se tornou fundamental para mim, não sei mais viver sem uma, minha grande dúvida só era saber se eu iria conseguir me virar nesse caderno sem datas, calendários e demarcações.

Foi aí que, fuçando pelo Pinterest (como sempre) e passando por um post da Chez Noelle no feed do Insta, voltou à minha mente aquela ideia do bullet journal que eu tinha lido algum tempo atrás. O bullet journal é, nada mais nada menos, que um caderno qualquer que você divide em sessões que servem para catalogar várias coisas da sua vida, reunindo em um só lugar o conteúdo que você tem escrito em muitos outros lugares. Além de servir como uma agenda diária, semanal, mensal etc, dá para fazer listas, catalogar projetos, livros, metas, filmes, séries e qualquer coisa que você desejar, de acordo com suas necessidades.

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Decidi que já era hora de tentar aderir (do meu jeito) ao método e ter minha própria experiência com o bullet journal. Quem inventou esse “diário” foi o designer americano Ryder Carrol que, em suas próprias palavras, buscou “rastrear o passado, organizar o presente e se preparar para o futuro“. Segundo ele, um bullet journal básico começa com uma legenda dos símbolos que vai se usar durante o diário, um índice com as sessões que você vai paginar conforme as for criando, um calendário mensal em forma de lista com os dias do mês e compromissos importantes e por último um calendário diário com a data, o mês e aquilo que precisa ser realizado naquele dia.

É claro que a ordem e as sessões são totalmente opcionais, se você procurar por aí vai ver que cada pessoa tem seu próprio jeito de organizar o bullet journal. Eu, por exemplo, não tenho um índice, comecei logo pelo calendário do mês de janeiro e vou intercalando as tarefas do dia com pequenos textos sobre a minha rotina, coisas que aconteceram etc que eu adoro escrever. O fim do caderno eu reservei para as minhas metas do ano, wishlists, os livros para ler e séries para assistir durante o ano, uma parte parte para ideias de posts do Flamingos e um diário mensal de agradecimento.

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Como dá para notar, foi tudo de acordo com o meu gosto e necessidade. Para fazer as anotações escolhi minhas queridas canetas BIC básicas (preta, azul e vermelha). Eu prefiro não usar muitas cores, porque se torna bem mais prático para o meu dia a dia, eu acabo tendo menos trabalho (o que eu prefiro). Mas o legal do bullet journal é que você pode se sintir livre para usar canetas coloridas, adesivos, post-its, desenhos diversos, tudo o que desejar para deixar o seu diário funcional e com a sua cara. Por enquanto a experiência está sendo ótima, adoro organizar o caderninho todas as noites, termina sendo bem terapêutico. Depois conto um pouco mais da minha experiência com ele, por enquanto vou deixar algumas inspirações de para ver se vocês se convencem a começar um também (todas saídas lá do Pinterest).

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Kit de verão

Não sei onde você mora, mas aqui em Recife o verão chegou bem antes do que deveria. Já estava há semanas reclamando do quanto estava calor quando o calendário anunciou a data fatídica. Não que por aqui seja muito diferente o resto do ano, viver em Recife significa ser amigo íntimo do calor e aceitar que não, você não vai segurar o dia inteiro aquela produção de sobreposições que você tanto se inspirou no Pinterest. Me permito a ousar no inverno, sair de casa com meia-calça colorida e com casaco por cima da roupa, mas esse ano parece que resolveram cortar mais cedo ainda o meu barato.

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No fim, o jeito é aceitar mesmo e tentar aproveitar o que de melhor essa estação traz para a gente. Nunca fui a maior fã de verão, mas me arrisco a dizer que esse ano as coisas mudaram um pouco, talvez por conta das novas vibes e resoluções. O caso é que passei alguns dias da última semana em Maragogi, uma praia linda de Alagoas, e consegui sentir de verdade estar de férias no verão. Foi incrivelmente relaxante e achei legal trazer para o Flamingos algumas das coisas que fizeram o meu dia a dia na viagem e que definitivamente salvaram a minha vida.

  1. FOTOSENSE PHARMAPELE FPS 50

Como começar não falando dele? Me surpreendi muito positivamente depois de deixar um pouco o protetor da Vichy de lado e testar esse da Pharmapele, que custa praticamente o mesmo preço. Os pontos positivos? Rende muito e protege demais. Usei uma quantidade pequena porque ele espalha muito na pele (com certeza os dermatologistas recomendam mais que o que cabe na ponta do dedo), fiquei exposta ao sol durante bastante tempo num dos dias da viagem e voltei com a mesma cor de palmito de sempre. Foi impressionante. Pontos negativos? A textura dele é bem mais oleosa que o da Vichy, acredito que para o dia a dia não seja tão eficiente em termos de segurar a oleosidade. Mas para os casos praia/piscina/verão funciona superbem.

2. MANSFIELD PARK (1814), DE JANE AUSTEN

Meu presente de aniversário foi meu melhor amigo na viagem. Não larguei Fanny Price e sua estada em Mansfield Park de jeito nenhum. Mesmo que ainda faltem alguns capítulos pela frente não dá para negar o quanto é maravilhosa a experiência de ler Jane Austen mais uma vez, agora a última porque esse é o último livro inédito oficial que leio dela! Quando estou lendo Jane Austen é como se uma aura de conforto e proteção me envolvesse e como se nada de ruim no mundo pudesse me acontecer. Ainda que venha com os ares da Europa, ainda é um grande passatempo para o verão. Quando terminar, já venho fazer resenha.

3. SUCO VERDE

Mês passado fiz mais um exame de sangue para ver como andava a minha taxa de ferro, que andava meio baixa. Aliás, sempre tive tendência para isso, mesmo que nunca tenha ocorrido nada de grave. Depois que o resultado saiu, descobri que as coisas ainda não estavam totalmente sob controle e tive que tomar mais uma medida para tentar diminuir o problema: começar a tomar suco verde. Quem criou a receita foi a minha mãe: 1/3 de folha de couve, 3 folhas de espinafre, suco de meio limão e meia maçã picada (quando falta maça eu uso suco de uva ou de tangerina) todos os dias. Nunca fui de tomar esse tipo de suco, sou do tipo chata para comer, mas até que ficou bem gostoso. E agora no verão, pela manhã, bem geladinho, se tornou minha salvação. Se as taxas não se normalizarem, pelo menos eu ganhei um alívio bem saudável para o calor.

4. BODY/COLLANT DE BALLET

Mais um vício do meu verão: usar meu collant de ballet como body. Eu, que sempre torci a cara para bodys porque achava superesquisito. Depois de muitas inspirações bem verão que encontrei no Pinterest, testei um dia para ver como ficava e não larguei mais. Dá para usar com shorts, saia, por baixo de salopetes. As opções são enormes. O único problema é que me deu ainda mais vontade de ter um maiô de novo, como na época em que eu fazia natação. Inclusive, os maiôs também podem ser usados como body. Por enquanto eu fico só no desejo e me arranjando com meus collants de ballet mesmo. Combino ele com uma choker e estou pronta para o sol.

5. VANCE JOY

Ainda não achei nenhuma magia incrivelmente nova em Vance Joy, esse cantor australiano que eu ando escutando. Mas não consigo não achar que suas músicas têm tudo a ver com o verão. Talvez justamente por ele ser australiano. Encontrei alguma coisa de Eddie Vedder na trilha de Na Natureza Selvagem (2007) no som dele, além de um pouco da vibe folk de Bon Iver, Little Joy e até DeVotchka. Mesmo não sendo totalmente novo, as melodias são bem gostosas de escutar e, agora, no verão ainda melhores. Pode ser só coisa da minha cabeça. Vai saber.

6. YAMASTEROL

O Yamasterol já deu o ar da graça em algumas fotos nesse post aqui, e nada mais é do que um creme de cabelo que, como a própria embalagem diz, tem mil e uma utilidades. Nessa viagem à praia só levei ele para cuidar dos meus fios, o creme dá conta de protege-los antes de entrar no mar, de lavá-los super bem (clique aqui para entender melhor o co-wash), hidrata e deixa o cabelo muito mais macio do que se eu usasse um shampoo. Muitas pessoas contam que não se dão bem com ele de jeito nenhum, mas não subestime o poder do amarelinho. Meu cabelo só vê amores no Yamasterol, ele resolve a minha vida nesses momentos que eu preciso economizar espaço na mala e ainda ter um produto que eu confie para cuidar muito bem dos meus cabelos.

Crystal Ribeiro

O que eu assisti para o Golden Globe 2017

No domingo dia 08 de janeiro aconteceu a 74ª edição do Golden Globe Awards que premiou os melhores do cinema e da televisão americana em 2016. Como uma boa cinéfila e amante de premiações que sou, lá estava eu pronta para saber quais os filmes que eu deveria prestar atenção na corrida do Oscar. Mas não só isso, claro. Colocar na ponta do lápis os filmes indicados e assisti-los assim que tiver oportunidade é certeza de garantir algumas horas envolvida em histórias bem contadas e me emocionando com filmes incríveis.

Como as séries não são o meu forte, vamos ao que interessa. La La Land foi o grande campeão da noite, fazendo história já que levou nada mais nada menos do que os sete prêmios a que foi indicado, um recorde que nenhum outro longa conseguiu fazer antes dele. Não preciso dizer o quanto a combinação Ryan Gosling e Emma Stone + musical + Damien Chazelle + essa quantidade de prêmios ganhos me deixou ainda mais ansiosa pela sua estreia. Para alegria geral, dia 19 está quase aí!

Pulando essa pequena observação, o caso é que não quis chegar no dia do Golden Globe zerada. Corri a internet em busca da maior quantidade de filmes que consegui achar para ter uma ideia dos meus favoritos, já começar meus palpites para o Oscar e trazer como indicação aqui no Flamingos, por que não? Alguns deles já haviam passado pelos cinemas nacionais, sobretudo as comédias, outros ainda iam entrar em cartaz. A seleção é bem diversa, dá para agradar todo mundo e garantir muitos sorrisos e até lagriminhas. Vamos a eles?

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  • ELLE (2016), DE PAUL VERHOEVEN

Comecei a maratona de filmes pelo francês Elle, um drama psicológico sobre uma mulher que teve a casa invadida por um homem desconhecido que a agrediu e a estuprou. Esse evento serve de pretexto tanto para o suspense a respeito de quem foi o agressor de Michèle (a maravilhosa Isabelle Huppert) quanto, principalmente, para pôr em jogo a análise da personalidade de seus personagens. O que mais gostei em Elle foi que ninguém presta, todos os personagens têm algum defeito, uma vida fora do eixo, algo que nos faz ficar incomodado ou perplexo. A própria protagonista, mesmo sendo a vítima da história, é uma mulher completamente fora da curva, de atitudes duvidosas, e que nunca é vitimizada pelo filme. Uma difícil análise do comportamento humano, nem um pouco convencional e com momentos que de tão absurdos se tornam hilários. Prêmio de Melhor Atriz de Drama mais que merecido para Isabelle.

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  • LOVING (2016), DE JEFF NICHOLS

Dirigido pelo cara que fez o ótimo O Abrigo, Loving é a história real de Richard e Mildred Loving, um jovem casal que é preso em 1958 e obrigado a se separar já que o estado em que eles moram, a Virgínia, não permite o casamento entre pessoas de raças diferentes. Loving é sobretudo, um filme sutil. Ele trata dos movimentos em defesa dos direitos civis dos negros americanos de uma forma extremamente delicada em uma escala que poucas vezes se vê no cinema. Não existem multidões defendendo os direitos de ninguém, aqui apenas se vê os personagens de Ruth Negga e Joel Edgerton querendo voltar para o interior para poder criar os filhos. Apesar de ela ser a força que de alguma forma luta contra essa injustiça, foi a atuação do Joel que mais me chamou atenção. Um personagem calado, introspectivo, com uma casca que só ela consegue transpor. Um belo filme.

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  • CAPITÃO FANTÁSTICO (2016), DE MATT ROSS

Sem dúvida, um dos meus queridinhos dessa temporada de premiações. Aqui o personagem do Viggo Mortensen é um pai e ex-professor que cria seus seis filhos na floresta, longe de todos os males da civilização, treinando-os para qualquer adversidade que possa ocorrer e sob suas próprias regras. As crianças são incentivadas à leitura e ao conhecimento sem nenhum tabu ou coisa que os impeça, o que rende diálogos maravilhosos. O filme traz a interessante questão do “ser civilizado“, é certo a “civilização” interferir no modo que um pai escolhe criar seus filhos? Diferente de qualquer clichê do gênero, e aliado à belíssimas imagens produzidas por uma direção de arte fantástica em um road movie extremamente tocante, Capitão Fantástico não defende a revolta ao que é diferente dele, mas sim o amor, seja entre pais e filhos, entre o homem e a natureza e até ao conhecimento. Muito amor em um filme só.

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  • O LAGOSTA (2015), DE YORGOS LANTHIMOS

Não fosse por este aqui, Capitão Fantástico teria sido meu preferido da lista. Mas porque negar que me apaixonei por O Lagosta? Na sociedade plástica e futurística do filme, todo ser humano precisa estar em um relacionamento com alguém para continuar a viver normalmente. Se não, ele acaba sendo mandado para uma espécie de hotel em que tem 45 dias para encontrar o seu “par ideal” entre os hóspedes e sair em “lua de mel” com ele. Vale lembrar que dentro do hotel você recebe todo tipo de orientação bizarra de como é maravilhoso estar em um relacionamento e como sozinho você é insignificante. Se ao fim desses 45 dias as coisas não correrem bem, a pessoa é transformada em um animal a sua escolha. Simples assim. O filme acompanha o personagem do Colin Farrell (surpreendentemente ótimo), um dos recém-chegados do hotel. Se não conseguir encontrar o amor, ele quer ser transformado numa lagosta. Por isso o título. Não se assuste com essa sinopse sem pé nem cabeça. O filme é divertidíssimo, tem um bom elenco e faz pensar (de forma bem ácida) sobre relacionamentos. Acho que se tornou minha distopia favorita.

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  • DEADPOOL (2016), DE TIM MILLER

O que falar de Deadpool que já não foi falado por tantas pessoas pela internet a fora? A história do golpista sacana que se apaixona por uma prostituta, recebe a notícia de que está com um câncer em fase terminal e realiza um tratamento que o deixa imortal é incrivelmente ágil, tanto suas cenas quanto seu texto. O texto é o que realmente faz falta se você piscar, um segundo de desatenção e você perde piadas hilárias com referências ao Hugh Jackman, Limp Bizkit, X-Men, Liam Neeson e mais uma enxurrada de outras, incluindo o próprio filme. Me surpreendeu o roteiro não-linear, que apresentou tanto uma história de origem quanto de vingança, uma grande sacada já que este poderia ser, tradicionalmente, material para dois filmes. Deadpool, personagem e longa, não estão preocupados em seguir a cartilha dos filmes de heróis que despencam a cada ano nos cinemas. O fato de estar completamente despreocupado em ser um herói e um grande filme do gênero foi o que fez dele um filme de herói memorável. Não faz meu estilo, meu gosto para filmes de super-herói é muito limitado, mas tenho que reconhecer o que este filme fez para a categoria. Cheguei até a torcer por ele na premiação.

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  • FLORENCE: QUEM É ESSA MULHER? (2016), DE STEPHEN FREARS

Assim como muitos momentos em Elle, Florence me fez dar gargalhadas. Também uma história real, o filme acompanha a vida da senhora que dá nome ao filme, uma herdeira que persegue a ideia de ser cantora de ópera. Mas que (vejam só) não canta exatamente tão bem assim. Na verdade, sua voz é estridente e a falta de talento é terrível, mas quem está a sua volta o tempo todo a bajula por conta do seu dinheiro, por ser ela um amor de pessoa e, vá lá, por ser muito esforçada. Meryl Streep como Florence parece ter sido a única e mais acertada escolha para o papel, extremamente viva e adorável. Mas quem dá o show mesmo é o Simon Helberg, o Howard de The Big Bang Theory (minha série preferida), que faz por merecer a indicação ao prêmio de Melhor Ator Coadjuvante. Sua reação como novo pianista ao ouvir a cantoria de Florence é impagável. Ideal para toda a família, o filme não se destaca nas indicações, mas é tão simpático e engraçado que vale a pena dar uma conferida.

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  • A QUALQUER CUSTO (2016), DE DAVID MACKENZIE

Um faroeste situado nos dias de hoje, A Qualquer Custo une nostalgia à simplicidade que se esperaria do roteiro de um filme protagonizado por autênticos cowboys do Texas. Depois da morte da mãe, dois irmãos começam a roubar pequenas quantias de bancos de cidadezinhas do Texas para pagar a hipoteca da fazenda em que moram. De um lado, os irmãos cúmplices, um ex-presidiário meio louco e um pai separado mais introspectivo, em busca de proteger a herança da família; de outro, o tradicional xerife prestes a se aposentar que pega seu último caso e seu ajudante índio (o que rende muitas, muitas piadas) em uma amizade bastante verdadeira. “O fim justifica os meios?”, é essa a pergunta que A Qualquer Custo nos faz. Esse prazer da dúvida e o contraponto das duas relações é o que de mais interessante o filme oferece. Além de uma cinematografia deslumbrante, com a câmera na altura dos olhos o que dá a impressão de estarmos nós mesmos naquela parte esquecida do Texas. Amei ver o Chris Pine em um personagem fora do que ele está acostumado a fazer, uma atuação sensacional.

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  • ANIMAIS NOTURNOS (2016), DE TOM FORD

Após sete anos de hiatus, o estilista Tom Ford dirigiu seu segundo longa com aclamação do público e da crítica. E com razão. Dividido em três linhas narrativas um tanto complexas, Animais Noturnos conta a história de Susan, uma negociante de arte, totalmente infeliz em sua vida pessoal, que recebe o manuscrito que dá nome ao filme dedicado a ela escrito por seu ex-marido, Edward. Nessa história, que é a segunda linha narrativa, um homem sai em uma viagem de carro com sua esposa e filha até que é abordado na estrada por uma gangue. Durante a leitura dessa história, Susan vislumbra flashbacks da vida com seu ex-marido antes de terem se separado, que é a terceira linha. Esse é um filme forte, ele não poupa o espectador de algumas cenas indigestas, mas ao mesmo tempo o gratifica com um excelente trabalho cinematográfico, tanto na sua estética quanto no seu conteúdo. A história encenada do livro é a que mais envolve, de uma agonia visceral, queria muito que fosse um livro de verdade. Senti a falta de uma indicação pelo desempenho do Jake Gyllenhal, ele está maravilhoso. Em termos de drama, meu favorito. Um filme complicado, mas surpreendente, com um final que me deixou apreensiva por uns dez minutos.

Crystal Ribeiro