Minha pele mudou

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Em julho de 2017 eu decidi que faria diferente com a minha pele, sobretudo a do rosto. Eu estava decidida a, de uma vez por todas, seguir à risca uma rotina de cuidados para mantê-la sempre bonita, ou pelo menos tentar. E de lá para cá as coisas realmente aconteceram e eu achei que seria legal compartilhar aqui um pouco da minha experiência.

Desde 2014 eu tenho sido uma fiel consumidora de hidratantes para o corpo. Isso aconteceu depois do fim de um antigo relacionamento em que eu achei que era mais do que hora de finalmente começar a cuidar de mim. Mas foi quando eu comprei o livro Como Ser uma Parisiense em 2015 que eu parei para refletir, a partir do que eu li, o quanto nossa pele é importante, o quanto nela está refletida todas as nossas noites mal dormidas, todas as coisas erradas que a gente come, a quantidade de álcool que a gente ingere, etc. Graças a essa leitura eu aprendi uma das maiores lições da minha vida: que a gente deve se cuidar com amor, cada um do jeito que acha que deve. E uma das formas que eu achava (e gostava) de me cuidar era dando atenção a minha pele.

Mas se até então eu ainda era relapsa nesse quesito, em julho do ano passado eu decidi que não seria mais. E assim foi. Eu juro.

Assim, comecei em julho a tirar minha (pouca) maquiagem religiosamente todas as noites e usar duas vezes ao dia os produtos que eu comprava para o rosto. Beber mais água e comer menos besteira também são fundamentais para que tudo fique bem, mas só de usar os produtos sem interrupção, ou quase isso, eu notei uma mudança colossal (e é essa a palavra mesmo).

Minha pele do rosto sempre foi muito oleosa. Eu lembro perfeitamente de ter usado diversos tipos de produtos manipulados e protetores solares caros e nada dar jeito de controlar a oleosidade. Quando eu chegava em casa no fim do dia estava sempre com o rosto brilhando mais que tudo. Mas quando eu passei a ter regularidade no uso dos produtos que eu tenho em casa a mudança veio e foi melhor do que qualquer coisa que eu tinha feito até então.

Acho que consultar um dermatologista é sempre a melhor coisa a se fazer se você tem um problema grave de pele, mas como o meu caso não era esse, dei uma parada nas consultas com a minha médica (longa história) e passei a tentar entender o que a minha pele precisava e daí ver o que eu podia fazer. E deu muito certo. Em poucos meses a minha pele ficou naturalmente menos oleosa, de um jeito que eu nunca vi, apenas cuidando das necessidades dela e tendo regularidade nesses cuidados.

E ela nunca mais foi a mesma. Hoje eu volto para casa depois de um dia inteiro fora apenas com um leve brilho na testa. Isso é tão novo para mim. Ela está bem mais macia e uniforme do que antes e o viço que ela ganhou é notável.

Quero deixar claro que o que realmente fez diferença não foi o quanto eu paguei num produto, porque só costumo usar coisas baratinhas na minha pele, mas sim a regularidade com que o usei. Eu vi os resultados aparecendo bem na minha frente e foi muito surreal.

Ainda tenho espinhas, elas ainda aparecem com frequência, mas apenas uma vez ou outra e principalmente na TPM, o que é totalmente normal. E claro que a minha pele tem seus bad moments, mas seguindo essa rotina e entendo os reflexos do que acontecia externa e internamente eu passei a compreender as mudanças que ocorriam nela e como as minhas atitudes interferiam no resultado final. Hoje eu sei que TPM é sinônimo de espinha; falta de água deixa ela seca; muito chocolate gera mais espinha; muito sódio deixa ela menos macia e com mais imperfeições, e assim por diante.

É tão importante entender nosso corpo, ouvir o que ele diz e cuidar dele da melhor forma possível. E a pele também faz parte dele, é o nosso maior órgão e cuidar dele não é uma futilidade. E essa é a melhor lição que eu tiro disso tudo. A gente realmente deve se cuidar com amor.

Para quem ficou curioso sobre o que deu certo na minha pele, no próximo post eu falo sobre cada um dos produtinhos. Até lá!

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Kit de verão

Não sei onde você mora, mas aqui em Recife o verão chegou bem antes do que deveria. Já estava há semanas reclamando do quanto estava calor quando o calendário anunciou a data fatídica. Não que por aqui seja muito diferente o resto do ano, viver em Recife significa ser amigo íntimo do calor e aceitar que não, você não vai segurar o dia inteiro aquela produção de sobreposições que você tanto se inspirou no Pinterest. Me permito a ousar no inverno, sair de casa com meia-calça colorida e com casaco por cima da roupa, mas esse ano parece que resolveram cortar mais cedo ainda o meu barato.

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No fim, o jeito é aceitar mesmo e tentar aproveitar o que de melhor essa estação traz para a gente. Nunca fui a maior fã de verão, mas me arrisco a dizer que esse ano as coisas mudaram um pouco, talvez por conta das novas vibes e resoluções. O caso é que passei alguns dias da última semana em Maragogi, uma praia linda de Alagoas, e consegui sentir de verdade estar de férias no verão. Foi incrivelmente relaxante e achei legal trazer para o Flamingos algumas das coisas que fizeram o meu dia a dia na viagem e que definitivamente salvaram a minha vida.

  1. FOTOSENSE PHARMAPELE FPS 50

Como começar não falando dele? Me surpreendi muito positivamente depois de deixar um pouco o protetor da Vichy de lado e testar esse da Pharmapele, que custa praticamente o mesmo preço. Os pontos positivos? Rende muito e protege demais. Usei uma quantidade pequena porque ele espalha muito na pele (com certeza os dermatologistas recomendam mais que o que cabe na ponta do dedo), fiquei exposta ao sol durante bastante tempo num dos dias da viagem e voltei com a mesma cor de palmito de sempre. Foi impressionante. Pontos negativos? A textura dele é bem mais oleosa que o da Vichy, acredito que para o dia a dia não seja tão eficiente em termos de segurar a oleosidade. Mas para os casos praia/piscina/verão funciona superbem.

2. MANSFIELD PARK (1814), DE JANE AUSTEN

Meu presente de aniversário foi meu melhor amigo na viagem. Não larguei Fanny Price e sua estada em Mansfield Park de jeito nenhum. Mesmo que ainda faltem alguns capítulos pela frente não dá para negar o quanto é maravilhosa a experiência de ler Jane Austen mais uma vez, agora a última porque esse é o último livro inédito oficial que leio dela! Quando estou lendo Jane Austen é como se uma aura de conforto e proteção me envolvesse e como se nada de ruim no mundo pudesse me acontecer. Ainda que venha com os ares da Europa, ainda é um grande passatempo para o verão. Quando terminar, já venho fazer resenha.

3. SUCO VERDE

Mês passado fiz mais um exame de sangue para ver como andava a minha taxa de ferro, que andava meio baixa. Aliás, sempre tive tendência para isso, mesmo que nunca tenha ocorrido nada de grave. Depois que o resultado saiu, descobri que as coisas ainda não estavam totalmente sob controle e tive que tomar mais uma medida para tentar diminuir o problema: começar a tomar suco verde. Quem criou a receita foi a minha mãe: 1/3 de folha de couve, 3 folhas de espinafre, suco de meio limão e meia maçã picada (quando falta maça eu uso suco de uva ou de tangerina) todos os dias. Nunca fui de tomar esse tipo de suco, sou do tipo chata para comer, mas até que ficou bem gostoso. E agora no verão, pela manhã, bem geladinho, se tornou minha salvação. Se as taxas não se normalizarem, pelo menos eu ganhei um alívio bem saudável para o calor.

4. BODY/COLLANT DE BALLET

Mais um vício do meu verão: usar meu collant de ballet como body. Eu, que sempre torci a cara para bodys porque achava superesquisito. Depois de muitas inspirações bem verão que encontrei no Pinterest, testei um dia para ver como ficava e não larguei mais. Dá para usar com shorts, saia, por baixo de salopetes. As opções são enormes. O único problema é que me deu ainda mais vontade de ter um maiô de novo, como na época em que eu fazia natação. Inclusive, os maiôs também podem ser usados como body. Por enquanto eu fico só no desejo e me arranjando com meus collants de ballet mesmo. Combino ele com uma choker e estou pronta para o sol.

5. VANCE JOY

Ainda não achei nenhuma magia incrivelmente nova em Vance Joy, esse cantor australiano que eu ando escutando. Mas não consigo não achar que suas músicas têm tudo a ver com o verão. Talvez justamente por ele ser australiano. Encontrei alguma coisa de Eddie Vedder na trilha de Na Natureza Selvagem (2007) no som dele, além de um pouco da vibe folk de Bon Iver, Little Joy e até DeVotchka. Mesmo não sendo totalmente novo, as melodias são bem gostosas de escutar e, agora, no verão ainda melhores. Pode ser só coisa da minha cabeça. Vai saber.

6. YAMASTEROL

O Yamasterol já deu o ar da graça em algumas fotos nesse post aqui, e nada mais é do que um creme de cabelo que, como a própria embalagem diz, tem mil e uma utilidades. Nessa viagem à praia só levei ele para cuidar dos meus fios, o creme dá conta de protege-los antes de entrar no mar, de lavá-los super bem (clique aqui para entender melhor o co-wash), hidrata e deixa o cabelo muito mais macio do que se eu usasse um shampoo. Muitas pessoas contam que não se dão bem com ele de jeito nenhum, mas não subestime o poder do amarelinho. Meu cabelo só vê amores no Yamasterol, ele resolve a minha vida nesses momentos que eu preciso economizar espaço na mala e ainda ter um produto que eu confie para cuidar muito bem dos meus cabelos.

Crystal Ribeiro

Tem que brilhar

Ultimamente estou completamente viciada em esmaltes cintilantes, com glitter e afins. Depois da antiga onda das cores neons, dos meus pretos góticos, dos azuis e dos nudes eis que cheguei ao glamour dos prateados e dourados. Se muita gente já aderiu aos sapatos e acessórios nessas cores, eu ainda estou na fase de brincar com eles nos dedos, aproveitando que, por mais brilhantes que sejam, ainda ficam discretos.

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Nunca pensei que voltaria a entrar nessa onda. Eu era grande defensora dos esmaltes cintilantes assim que comecei a pintar as unhas, quando eu tinha uns 6 ou 7 anos. Naquela época esmalte sem glitter era bem sem graça para mim. Quando fiquei mais velha, aconteceu exatamente o contrário, esmalte cintilante virou brega, exagerado. Voltei a dar uma chance para eles poucos meses atrás quando dei um tempo dos nudes (mas não por muito tempo).

Tenho preferido os em cores mais discretas, mas que ainda tenham brilho, porque ultimamente não vejo motivos para não querer muito brilho no meu dia a dia. Dá uma olhada nos meus preferidos:

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  • GATO MIA, MIAU – RISQUÉ

Esse aqui foi o meu primeiro desejado. Bati o olho na farmácia e então se tornou meu preferido. É um prateado bem clássico, mas continua sendo lindíssimo. Eu sou suspeita para falar da Risqué já que acho a qualidade dos esmaltes maravilhosos e o aplicador novo é simplesmente o melhor, eu sou do tipo que se acha uma cor bonita de outra marca procuro uma cor parecida na Risqué só por conta do aplicador.

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  • 154 PINK BLING  – NEW YORK COLOR

Essa aqui é uma marca importada, mas poderia ser substituído por qualquer esmalte transparente com glitter rosa por aí. Uma alternativa diferente para usar rosa sem ficar óbvio. Ele tem prata também e, de novo, fica super discreto para usar no dia a dia. Também é um tipo de esmalte legal para levar em viagens porque é fácil de aplicar sem precisar de muito esforço para limpar as laterais.

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  • PRATALELÊ – QUEM DISSE, BERENICE?

Minha aquisição mais recente. Na verdade foi um presente de aniversário muito bem vindo (valeu Duda!) e que me deixou apaixonada logo na primeira aplicação. É um rosé gold que fica entre o cintilante do Gato Mia e o glitter do Pink Bling, um glitter bem fininho e muito bonito. A textura é bem fina e aplica super fácil na unha, também é super fácil de remover.

Crystal Ribeiro