Minha playlist de músicas para ouvir pela manhã

Tirando alguns poucos dias por ano, eu sou do tipo que acorda e fica com cara fechada, sem querer falar com ninguém. Para mim as manhãs precisam ser calmas, reflexivas, para fazer coisas aconchegantes e relaxantes (quando eu posso). E a música desse horário precisa combinar com esse meu estado de espírito, precisa ser ouvida baixinha para que aos poucos me dê ânimo para começar a segunda parte do dia.

Então nada daquelas músicas “para pular da cama”. Essa playlist que eu trouxe hoje aqui para o Flamingos é para quem gosta de ficar quietinho na sua de manhã cedo. Dá uma olhada no que eu escuto nesse horário.

Crystal Ribeiro

Kit de verão

Não sei onde você mora, mas aqui em Recife o verão chegou bem antes do que deveria. Já estava há semanas reclamando do quanto estava calor quando o calendário anunciou a data fatídica. Não que por aqui seja muito diferente o resto do ano, viver em Recife significa ser amigo íntimo do calor e aceitar que não, você não vai segurar o dia inteiro aquela produção de sobreposições que você tanto se inspirou no Pinterest. Me permito a ousar no inverno, sair de casa com meia-calça colorida e com casaco por cima da roupa, mas esse ano parece que resolveram cortar mais cedo ainda o meu barato.

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No fim, o jeito é aceitar mesmo e tentar aproveitar o que de melhor essa estação traz para a gente. Nunca fui a maior fã de verão, mas me arrisco a dizer que esse ano as coisas mudaram um pouco, talvez por conta das novas vibes e resoluções. O caso é que passei alguns dias da última semana em Maragogi, uma praia linda de Alagoas, e consegui sentir de verdade estar de férias no verão. Foi incrivelmente relaxante e achei legal trazer para o Flamingos algumas das coisas que fizeram o meu dia a dia na viagem e que definitivamente salvaram a minha vida.

  1. FOTOSENSE PHARMAPELE FPS 50

Como começar não falando dele? Me surpreendi muito positivamente depois de deixar um pouco o protetor da Vichy de lado e testar esse da Pharmapele, que custa praticamente o mesmo preço. Os pontos positivos? Rende muito e protege demais. Usei uma quantidade pequena porque ele espalha muito na pele (com certeza os dermatologistas recomendam mais que o que cabe na ponta do dedo), fiquei exposta ao sol durante bastante tempo num dos dias da viagem e voltei com a mesma cor de palmito de sempre. Foi impressionante. Pontos negativos? A textura dele é bem mais oleosa que o da Vichy, acredito que para o dia a dia não seja tão eficiente em termos de segurar a oleosidade. Mas para os casos praia/piscina/verão funciona superbem.

2. MANSFIELD PARK (1814), DE JANE AUSTEN

Meu presente de aniversário foi meu melhor amigo na viagem. Não larguei Fanny Price e sua estada em Mansfield Park de jeito nenhum. Mesmo que ainda faltem alguns capítulos pela frente não dá para negar o quanto é maravilhosa a experiência de ler Jane Austen mais uma vez, agora a última porque esse é o último livro inédito oficial que leio dela! Quando estou lendo Jane Austen é como se uma aura de conforto e proteção me envolvesse e como se nada de ruim no mundo pudesse me acontecer. Ainda que venha com os ares da Europa, ainda é um grande passatempo para o verão. Quando terminar, já venho fazer resenha.

3. SUCO VERDE

Mês passado fiz mais um exame de sangue para ver como andava a minha taxa de ferro, que andava meio baixa. Aliás, sempre tive tendência para isso, mesmo que nunca tenha ocorrido nada de grave. Depois que o resultado saiu, descobri que as coisas ainda não estavam totalmente sob controle e tive que tomar mais uma medida para tentar diminuir o problema: começar a tomar suco verde. Quem criou a receita foi a minha mãe: 1/3 de folha de couve, 3 folhas de espinafre, suco de meio limão e meia maçã picada (quando falta maça eu uso suco de uva ou de tangerina) todos os dias. Nunca fui de tomar esse tipo de suco, sou do tipo chata para comer, mas até que ficou bem gostoso. E agora no verão, pela manhã, bem geladinho, se tornou minha salvação. Se as taxas não se normalizarem, pelo menos eu ganhei um alívio bem saudável para o calor.

4. BODY/COLLANT DE BALLET

Mais um vício do meu verão: usar meu collant de ballet como body. Eu, que sempre torci a cara para bodys porque achava superesquisito. Depois de muitas inspirações bem verão que encontrei no Pinterest, testei um dia para ver como ficava e não larguei mais. Dá para usar com shorts, saia, por baixo de salopetes. As opções são enormes. O único problema é que me deu ainda mais vontade de ter um maiô de novo, como na época em que eu fazia natação. Inclusive, os maiôs também podem ser usados como body. Por enquanto eu fico só no desejo e me arranjando com meus collants de ballet mesmo. Combino ele com uma choker e estou pronta para o sol.

5. VANCE JOY

Ainda não achei nenhuma magia incrivelmente nova em Vance Joy, esse cantor australiano que eu ando escutando. Mas não consigo não achar que suas músicas têm tudo a ver com o verão. Talvez justamente por ele ser australiano. Encontrei alguma coisa de Eddie Vedder na trilha de Na Natureza Selvagem (2007) no som dele, além de um pouco da vibe folk de Bon Iver, Little Joy e até DeVotchka. Mesmo não sendo totalmente novo, as melodias são bem gostosas de escutar e, agora, no verão ainda melhores. Pode ser só coisa da minha cabeça. Vai saber.

6. YAMASTEROL

O Yamasterol já deu o ar da graça em algumas fotos nesse post aqui, e nada mais é do que um creme de cabelo que, como a própria embalagem diz, tem mil e uma utilidades. Nessa viagem à praia só levei ele para cuidar dos meus fios, o creme dá conta de protege-los antes de entrar no mar, de lavá-los super bem (clique aqui para entender melhor o co-wash), hidrata e deixa o cabelo muito mais macio do que se eu usasse um shampoo. Muitas pessoas contam que não se dão bem com ele de jeito nenhum, mas não subestime o poder do amarelinho. Meu cabelo só vê amores no Yamasterol, ele resolve a minha vida nesses momentos que eu preciso economizar espaço na mala e ainda ter um produto que eu confie para cuidar muito bem dos meus cabelos.

Crystal Ribeiro

Favoritos #7: Novembro

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  • Duplinha = Hidratante Facial Nivea + Lip Care Fruit Shine Morango Nivea

Não, não é um publi, gosto mesmo desses dois produtos. O hidratante facial da Nivea foi o primeiro que eu comprei para começar meus cuidados de hidratação da pele, fora os ácidos que eu sempre usei. Por mais que eu não sinta minha pele realmente seca (eu adquiri o hábito de beber muita água durante o dia e a diferença é gritante) eu sei que uma hidratação externa é necessária pelo menos umas três vezes por semana. Comecei com o da Nivea por ser bem baratinho, custou pouco mais de 20 reais na época que eu comprei. Só que por mais “anti-brilho” que ele seja, não tem como usar pela manhã, ainda mais no calor que faz aqui em Recife, deixa a pele muito oleosa. Para não perder o produto, comecei a usá-lo pela noite e super funciona, o rosto acorda com uma aparência bem bonita.

Ele virou meu favorito em Novembro porque quase durante todo o mês eu tive que ir para o inglês no fim de semana. E quando estou em casa nesses dias gosto de não usar nada no rosto, nem protetor solar, para a pele ficar bem ao natural mesmo. Mas como tive que ir para o inglês, esses dois produtos foram indispensáveis, já que enquanto hidratam, eles protegem a pele e os lábios do sol. A vantagem do hidratante labial é que ele deixa uma leve corzinha vermelha nos lábios que para mim que gosto de batons vibrantes é essencial. E como eu ficava fora de casa por pouco tempo, nem me incomodei com a pele brilhando.

  • Jeanne Damas para Vogue UK

Se não me engano, conheci a Jeanne pelo Steal The Look, um site de moda que eu gosto muito. Ela é umas das it girls do momento quando se fala no estilo parisian chic, invejado por mulheres do mundo inteiro e que me faz babar litros. Nesse vídeo feito para a Vogue britânica, Jeanne conta alguns dos segredos da parisiense para manter a beleza, tanto da pele quanto dos cabelos. Mas não são as marcas que ela aponta o que eu achei mais interessante no vídeo, e sim o fato dela frisar que a beleza está no charme e não naquilo que pintamos sobre o rosto.

Viciei no vídeo, assisti umas quatro vezes. Foi muito legal ver aqueles preceitos de livros como Como Ser Uma Parisiense aplicados na prática. Essa simplicidade das parisienses me encanta. E é realmente verdade: hidratante, protetor solar e muita água é tudo o que você precisa.

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Cor 71
  • Batom vermelho

Meu rímel chegou a seus últimos dias esse mês e a falta de dinheiro (e muita preguiça) me fizeram demorar bastante para comprar outro, tanto é que até hoje ainda não fiz isso. Então para driblar essa ausência que realmente faz falta no dia a dia, resolvi seguir o truque preferido da Jeanne, que ela fala nesse vídeo logo aí em cima. Ela adora usar um batom bem forte com nada mais. Como máscara de cílios é um item que eu adoro usar, mesmo que não carregue muito, já tinha me esquecido que dava para fazer isso. Então voltei ao batom vermelho (tinha dado um tempo nele para usar outras cores) com somente aqueles produtos que eu uso na pele de manhã. E gostei muito do resultado, o legal do batom vermelho é que ele se basta por ele mesmo.

  • Não Me Abandone Jamais (2010), de Mark Romanek

Para dar uma diferenciada do livro do mês, vou escolher a adaptação para o cinema do livro Não Me Abandone Jamais, do japonês Kazuo Ishiguro. Especialmente pela cena final que transmite todo o drama e sentimentos da vida dos personagens e deixa todo mundo atordoado. Ela não está no livro com essas mesmas palavras, a maior parte foi escrita pelo roteirista Alex Garland. Não digo que esse final é um defeito por ser diferente do livro, mas é uma boa saída cinematográfica, uma forma de traduzir o que o autor falou durante todo o livro, mas que é complicado de passar para a tela. Vale a pena conferir.

O livro é narrado por Kathy H., que através de suas memórias relembra como ela, Ruth e Tommy cresceram no orfanato Hailsham, na Inglaterra. De forma não linear, como num fluxo de pensamento, ela conta sua infância no orfanato, a adolescência nos Chalés, e quando, já adulta, se torna uma cuidadora. Mas Hailsham não é um orfanato tradicional, não existem pais que adotam as crianças. Lá são criados clones que recebem toda a educação e cuidado possível para que quando cheguem a determinada idade eles possam doar seus órgãos vitais para pacientes em estado terminal. Este é um avanço da ciência que não é datado no livro, ele não deixa claro em que época os personagens estão vivendo, sabemos apenas que este tipo de experiência não é recente.

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  • Folie Bistrô

Passo todos os dias na volta para casa em frente a esse lugarzinho simpático e nunca entrei. Até que senti que precisava de um break e passei algumas horas bem maravilhosas no Folie Bistrô, todo decorado em laranja, preto e marrom. Antes uma Cafeteria São Braz, hoje o Folie tem bem mais personalidade e entra para lista de lugares mais gracinha de Recife. O atendimento é ótimo e o brownie também. Achei mais maravilhoso ainda quando eu esqueci o Reparação lá e a moça atendente foi me até a parada de ônibus me devolver. Um amor!

Endereço: Avenida Herculano Bandeira, 513, Pina – Recife, PE (na Galeria Joana D’Arc)

  • Ler Antes de Morrer, por Isabella Lubrano

Conheci o canal da Isabella, o Ler Antes de Morrer, esse mês quando procurava resenhas de Reparação (2001) e definitivamente me apaixonei. Super me identifiquei com o seu amor pelos livros clássicos. Suas resenhas são extremamente ricas e divertidas, aprendi muitas coisas assistindo seus vídeos, gosto dos links que ela faz da história com acontecimentos do dia a dia ou com uma contextualização da época em que o autor escreveu a obra. Passei o mês vendo vídeo após vídeo sem cansar. Virou minha nova booktuber preferida.

  • The Strokes

Eu não consigo explicar. É até meio triste para mim. 90% do mês a única coisa que eu escutei foi The Strokes. Foi automático. Quando eu não estava lendo no ônibus, estava escutando a discografia deles.

Crystal Ribeiro