Arrumando a mala para um fim de semana

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Eu nunca fui muito boa em arrumar mala, sempre carreguei roupas demais, não pensava nos possíveis looks que iria usar no destino e me perdia na hora de fazer combinações. Felizmente, com o tempo eu fui aperfeiçoando minhas escolhas na hora de me organizar e, acredite ou não, o fato de eu ter aprimorado meu estilo e ter me ligado mais ao minimalismo foram atitudes essenciais que tornaram a hora de escolher roupas para viajar muito mais fácil, rápido e prático.

Hoje em dia eu não perco muito tempo na hora de arrumar uma mala para poucos dias. Esse fim de semana eu viajei com uma amiga para a casa dela em Gravatá, no interior de Pernambuco, e vou compartilhar algumas das minhas sacadas na hora da organização que espero possam ser tão úteis para vocês quanto foram para mim. Afinal, para que se complicar e ficar se estressando com uma mala para dois dias e meio?

A primeira coisa em que sempre penso na hora de escolher as roupas que vou levar são os passeios (ou possíveis passeios) que vou fazer. No meu caso, fui no sábado e voltei no domingo e sabia que ia rolar uma mini viajem até Bonito, uma cidade próxima, para tomar banho de cachoeira; talvez a piscina do condomínio, saídas para almoçar e bater perna na cidade e passeios para fazer a noite. Sabendo disso, o maiô era a minha maior prioridade, seguido de roupas confortáveis para andar a pé e algo mais arrumado para a noite.

Outra coisa essencial é olhar o clima da cidade. Eu sempre entro no Climatempo e vejo a temperatura do destino nos dias em que estarei lá. Em Gravatá ia estar bem quente pela manhã (uns 30 graus) e a noite daria uma esfriada (mínima de 20 graus). Então o que fiz foi levar roupas mais fresquinhas e um cardigã para a noite, que é só jogar por cima de qualquer combinação.

Em terceiro lugar, a dica mais importante é levar apenas roupas com cores que combinem entre si. Eu aprendi isso bem na marra, sempre levava partes de baixo que não tinham nada a ver com as de cima e ficava me sentindo bem chateada porque as combinações nunca saíam legais. Eu aprendi que uma viajem não é exatamente o momento de ousar com uma peça diferentona. É preciso agilidade e praticidade. O ideal é levar roupas dentro de uma paleta de cores que combinem entre si.

Com o minimalismo, eliminando peças e comprando mais coisas que tinham a ver comigo, eu percebi que preto, branco e vermelho são as cores que eu mais uso e elas combinam entre si. Acredite em mim, não tem erro usar essa técnica. Claro que você pode ousar com uma peça única de uma cor não tão fácil de combinar, mas ficar dentro da “zona de conforto” ajuda você a não ficar frustrado com um monte de peças que descombinam. Nas viagens de 2017 eu só levei essa paleta de cores e não me arrependi em nenhum momento.

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Com essas observações, eis a lista com as roupas que eu levei:

  • Shorts jeans cintura alta
  • Saia midi estampada preta e branca
  • Regata branca básica
  • Blusa vermelha canelada
  • T-shirt preta estampada
  • Blusa de manga longa básica
  • Vestido preto estampado
  • Cardigã listrado preto e branco
  • Maiô preto
  • Vestido preto para usar por cima do maiô
  • Cinto preto
  • Pijama
  • Rasteirinha preta simples
  • Havaianas

Para fazer essa lista eu levei em consideração a roupa que eu ia, que provavelmente serviria para passar a tarde na cidade, duas combinações para sair a noite, uma roupa para bater perna no domingo e outra combinação para voltar na segunda de manhã. Além da roupa de banho e do pijama.

Não levei muita coisa, mas quis me assegurar que essa quantidade de peças serviria para várias combinações diferentes e possíveis. Por exemplo, eu quis ter certeza que eu iria me sentir confortável de usar tranquilo todas as partes de cima com qualquer parte de baixo; o maiô eu poderia usar como um body se eu quisesse, pois ele funciona bem com o shorts e com a saia midi; a blusa de manga não é tão quente, então eu poderia usar ela a noite (como foi a ideia inicial) ou pela manhã (que foi como eu realmente a usei).

Como resultado, não foi uma mala perfeita. Se eu pudesse mudar algo, não teria levado tantas blusas, com uma a menos eu teria passado os dias bem tranquila; mas principalmente, teria substituído a saia midi por uma legging preta, pois eu não contava que eu fosse sentir tanto frio e a legging traria algumas possibilidades legais para usar a noite. Mas apesar disso, acredito que fiz boas combinações e, acima de tudo, não me compliquei na hora de me vestir, pois gosto bastante de todas essas peças e das combinações que posso fazer com ela. Numa viagem, a última coisa que precisamos nos preocupar é com a roupa que usamos.

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Eu espero que vocês tenham gostado do post e que essas observações sejam úteis nas futuras mini viagens que vocês fizerem. Qualquer outra dica legal pode deixar aqui embaixo nos comentários.

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A verdade sincerona sobre caixas organizadoras

Num momento bem raro, eu sentei esse fim de semana para assistir um pouco de TV pela manhã. Amante de canais de variedade que sou, fui direto para o GNT e peguei o finalzinho do Santa Ajuda, um programa de organização em que a apresentadora transforma um cômodo da casa de alguém super acumulador e desordeiro em um refúgio de paz e milimétrica organização. Eu costumo gostar bastante desse tipo de programa, para o meu lado metódico e organizado é orgástico ver entulho sendo jogado fora e encontrar chão e paredes embaixo daquele monte de coisas.

Fazia um tempo que eu não assistia esse tipo de programa e alguma coisa me incomodou naquele resultado final que a apresentadora mostrou. Eu não sabia exatamente o que era até que ela mostrou uma espécie de ateliê que ficava na sala do casal personagem, onde uma cristaleira antiga se transformou em suporte para várias caixas organizadoras que guardavam os materiais que eles usavam para criar.

Foi aí que eu me liguei. Lembrei na hora de uma passagem do maravilhoso A mágica da arrumação, da guru-mestra da organização, Marie Kondo, em que ela dizia mais ou menos assim: caixas organizadoras são uma desculpa para mais acúmulo. Porém não se tratam apenas de caixas em si, mas de qualquer lugar que serve para juntar ou setorizar outras coisas e que são a alegria dos personal organizers. Podem ser potes, pastas, cestos, latas, baús ou outras coisas do gênero. Mas aqui vamos focar nas caixas.

Essa máxima da Marie pode parecer a coisa mais absurda que você ouviu hoje, mas vá por mim, não é. Eu aprendi bem na prática que essa é uma das maiores certezas na organização doméstica. Eu costumava ter sete ou oito caixas organizadoras numa estante do meu quarto. Elas eram setorizadas, cada uma tinha uma finalidade e elas tinham um objetivo claro que era totalmente pertinente: tirar da minha vista coisas importantes que eu não precisava no momento, mas que algum dia eu poderia precisar. Esse é o primeiro ponto para reflexão.

Até que um tempo atrás eu li o tal livro da Marie e fui forçada a abrir essas caixas e examinar minunciosamente o que eu guardava nelas. Foi quando eu percebi que boa parte do que estava lá eram coisas não resolvidas, que além daquilo que estava sistematizado eu ia juntando dentro delas um monte de coisas que eu não usava nem precisava: chaveiros sem uso, envelopes de carta, cartões de visita antigos, ingressos de cinema, entre outras miudezas inocentes.

Então eu compreendi finalmente o que a Marie falava no livro, que as caixas organizadoras são uma mera desculpa para uma organização sistemática, e que no fundo, no fundo, servem para deixar o que você quer e o que você nem deveria acumular fora das vistas, com um falso selo de “sou organizado” que passa facilmente pelas vistas da maioria das pessoas.

Com isso eu não digo que devemos declarar guerra às caixas organizadoras, a própria Marie fala em como elas podem ser úteis se você guarda apenas o necessário, mas sim que devemos reduzi-las e aprender (de verdade) a usá-las. Se você tem pequenos lugares em casa com essa finalidade (de guardar determinada categoria de objeto), sabe o que eu estou falando. Admita, alguma hora você joga lá alguma coisa que você ainda não decidiu que finalidade vai ter, mas ali dentro da caixa ela fica escondida e olha só, como ficam lindas várias caixinhas todas arrumadas juntinhas. É ou não é uma armadilha perfeita pro acúmulo? Esse é o segundo ponto da reflexão.

Então seguindo a dica da Marie, eu reduzi ao máximo o que eu tinha no meu quarto que eu poderia classificar como uma “caixa organizadora”. Tenho apenas duas, uma para guardar recordações como fotos, diários etc e outra com materiais de escritório. O legal de fazer isso é que você tem sempre à vista os objetos que possui, você simplesmente não tem onde guardar o entulho e se não for realmente importante você não vai ficar com ele. É tudo uma longa história sobre não-acumulo, minimalismo e viver com aquilo que você precisa e ama, mas a fora essas concepções mais profundas é muito gratificante a sensação de não guardar o desnecessário, de ter suas coisas organizadas e sempre a mão.

Eu sei que não é uma tarefa muito simples e, para muitos, animadora, mas é um trabalho que você tem apenas uma vez. Se você sempre se policiar a respeito do que você guarda e estiver vez ou outra dando uma checada rápida nessas caixas vai ver que organizar é bem mais fácil do que se imagina. E não vai cair de novo na armadilha da “inocente caixa organizadora”.

Crystal Ribeiro

Eu e o meu bullet journal

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Não foi nada planejado, eu estava apenas procurando uma nova agenda/planner/alguma coisa que o sirva e terminei dando de cara com esses caderninhos fofíssimos de pauta lá no Atacado dos Presentes (muito conhecido aqui entre os habitantes da cidade Recife). Depois de muito analisar minhas opções, acabei por comprar essas duas fofuras para servir como minhas novas agendas de 2017, uma para cada semestre. Desde o ano passado, ter uma agenda se tornou fundamental para mim, não sei mais viver sem uma, minha grande dúvida só era saber se eu iria conseguir me virar nesse caderno sem datas, calendários e demarcações.

Foi aí que, fuçando pelo Pinterest (como sempre) e passando por um post da Chez Noelle no feed do Insta, voltou à minha mente aquela ideia do bullet journal que eu tinha lido algum tempo atrás. O bullet journal é, nada mais nada menos, que um caderno qualquer que você divide em sessões que servem para catalogar várias coisas da sua vida, reunindo em um só lugar o conteúdo que você tem escrito em muitos outros lugares. Além de servir como uma agenda diária, semanal, mensal etc, dá para fazer listas, catalogar projetos, livros, metas, filmes, séries e qualquer coisa que você desejar, de acordo com suas necessidades.

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Decidi que já era hora de tentar aderir (do meu jeito) ao método e ter minha própria experiência com o bullet journal. Quem inventou esse “diário” foi o designer americano Ryder Carrol que, em suas próprias palavras, buscou “rastrear o passado, organizar o presente e se preparar para o futuro“. Segundo ele, um bullet journal básico começa com uma legenda dos símbolos que vai se usar durante o diário, um índice com as sessões que você vai paginar conforme as for criando, um calendário mensal em forma de lista com os dias do mês e compromissos importantes e por último um calendário diário com a data, o mês e aquilo que precisa ser realizado naquele dia.

É claro que a ordem e as sessões são totalmente opcionais, se você procurar por aí vai ver que cada pessoa tem seu próprio jeito de organizar o bullet journal. Eu, por exemplo, não tenho um índice, comecei logo pelo calendário do mês de janeiro e vou intercalando as tarefas do dia com pequenos textos sobre a minha rotina, coisas que aconteceram etc que eu adoro escrever. O fim do caderno eu reservei para as minhas metas do ano, wishlists, os livros para ler e séries para assistir durante o ano, uma parte parte para ideias de posts do Flamingos e um diário mensal de agradecimento.

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Como dá para notar, foi tudo de acordo com o meu gosto e necessidade. Para fazer as anotações escolhi minhas queridas canetas BIC básicas (preta, azul e vermelha). Eu prefiro não usar muitas cores, porque se torna bem mais prático para o meu dia a dia, eu acabo tendo menos trabalho (o que eu prefiro). Mas o legal do bullet journal é que você pode se sintir livre para usar canetas coloridas, adesivos, post-its, desenhos diversos, tudo o que desejar para deixar o seu diário funcional e com a sua cara. Por enquanto a experiência está sendo ótima, adoro organizar o caderninho todas as noites, termina sendo bem terapêutico. Depois conto um pouco mais da minha experiência com ele, por enquanto vou deixar algumas inspirações de para ver se vocês se convencem a começar um também (todas saídas lá do Pinterest).